... porque o que eu mais quero mora nos teus olhos...
é isso que não entendo
essa precisão do que não é necessário
essa vontade doida e doída
de te ter até o fundo
de mim
e o que eu mais quero
está nos teus olhos
e na gentileza que só encontro
nos abraços dos teus braços
e das tuas pernas
os meus desejos estão atrás das tuas pálpebras
o que eu mais quero fica preso na tua retina
quando ela me passeia
eu quando tua
lua
Um vazio profundo, portanto, se estiver procurando algo, pule para o próximo blog.
sábado, 15 de maio de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
Impermanência
o vento da inquietude
percorre todo o pátio
espalhando as flores
que abertas e ousadas
chovem das ávores
uma lição de impermanência
de a beleza intensa
que cai no chão
e murcha
os pássaros de asas quentes
sabem das almas vermelhas
das flores que se perdem
soltas pela ar
desprendidas do lar antigo
e encontram seu destino
impuro o chão do pátio
última morada
da vida alada
canta agora uma toada
a ventania que nos dissolve
canção de amor
que é também de morte
percorre todo o pátio
espalhando as flores
que abertas e ousadas
chovem das ávores
uma lição de impermanência
de a beleza intensa
que cai no chão
e murcha
os pássaros de asas quentes
sabem das almas vermelhas
das flores que se perdem
soltas pela ar
desprendidas do lar antigo
e encontram seu destino
impuro o chão do pátio
última morada
da vida alada
canta agora uma toada
a ventania que nos dissolve
canção de amor
que é também de morte
quinta-feira, 6 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
Sobre a verdade:
- realidade e verdade nem sempre combinam;
- algumas verdades não correspondem exatamente a realidade;
- aquilo que é real poderia ser mentira;
- a verdade existe na nossa imaginação;
- nossa imaginação é tão poderosa que cria mundos nos quais nossa verdade possa valer;
- nem sempre desejo saber a verdade;
- muitas vezes meu desejo combina mais com a mentira, daí fecho os olhos e aceito ser enganada;
- quero ser enganada a maior parte do tempo;
- verdades são indesejáveis;
- diga a verdade só se não puder dizer a mentira;
- a mentira é boa e carinhosa, ela se preocupa com os seus sentimentos;
- a verdade é cruel e tem potencialidades destrutivas;
- a verdade só é bacana quando não corresponde ao real;
- boas verdades são apenas nossa imaginação nos salvando da realidade;
- me engane sempre que puder.
- algumas verdades não correspondem exatamente a realidade;
- aquilo que é real poderia ser mentira;
- a verdade existe na nossa imaginação;
- nossa imaginação é tão poderosa que cria mundos nos quais nossa verdade possa valer;
- nem sempre desejo saber a verdade;
- muitas vezes meu desejo combina mais com a mentira, daí fecho os olhos e aceito ser enganada;
- quero ser enganada a maior parte do tempo;
- verdades são indesejáveis;
- diga a verdade só se não puder dizer a mentira;
- a mentira é boa e carinhosa, ela se preocupa com os seus sentimentos;
- a verdade é cruel e tem potencialidades destrutivas;
- a verdade só é bacana quando não corresponde ao real;
- boas verdades são apenas nossa imaginação nos salvando da realidade;
- me engane sempre que puder.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Citação
“Tudo aquilo que me é querido e todos que amo pertencem à natureza da impermanência. Não há nenhum modo de evitar me separar deles algum dia."
Sem título
Nosso corpo tão humano
resiste e resistindo
vive e vivendo
dissolve-se na fúria
serena dos desejos
que setam
dentro
da gente
resiste e resistindo
vive e vivendo
dissolve-se na fúria
serena dos desejos
que setam
dentro
da gente
segunda-feira, 26 de abril de 2010
A minha loucura
de dentro do meu centro
as palavras escorregam
cheias de cantos
encantoadas
aladas
levadas
pelo ar até os seus ouvidos
além do aquém
a minha loucura é ser feliz por nada
as palavras escorregam
cheias de cantos
encantoadas
aladas
levadas
pelo ar até os seus ouvidos
além do aquém
a minha loucura é ser feliz por nada
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Hoje é o último dia
Se ela soubesse que hoje é o último dia, o que faria? Talvez dissesse “eu te amo” mais uma vez. Talvez derramasse amor por todos os lados e revelasse seu imenso desejo de estar com as pessoas queridas.
Se ela soubesse que hoje é de fato o último dia, talvez chorasse lamentando o pouco tempo. Talvez usasse o vestido mais bonito para ir trabalhar. Talvez respirasse fundo o ar de todos os dias e não reclamasse tanto da vida.
Se ela ao menos pudesse saber que hoje é um dia único, como todos os outros dias foram únicos, e passaram sem que percebesse. Talvez ficasse mais perto da natureza e caminhasse no lugar de usar o carro. Caminhar para observar as árvores e as pessoas na rua. Caminhar para dizer bom dia, boa tarde e boa noite aos vizinhos.
Se hoje fosse o último dia de ver o sol, será que ela ficaria presa em casa, sem sentir a luz e o calor do astro rei no corpo?
Se hoje fosse o último dia, será que ela ficaria muda diante das injustiças? Não falaria o que tem vontade de dizer?
Hoje é o último dia, mas ela não sabe. E na ignorância ela não faz nada: deixa tudo para o amanhã que não virá.
Ela recolhe o amor que sente e guarda para não dar a ninguém.
Escolhe uma roupa qualquer para ir ao trabalho, não presta atenção no ar que respira e reclama constantemente de tudo.
Ela sai de carro sem olhar para os lados e se esconde do sol com medo de câncer de pele.
Ela não se importa com as injustiças e passa muda diante delas.
Seria tão diferente se hoje ela soubesse que não há amanhã. Hoje é sempre hoje.
Quando chegar amanhã, será hoje também.
E todos os dias são o último dia, porque o futuro não existe. É sempre presente, é sempre agora, mas ninguém percebe. Todos os dias esperamos o amanhã para realizar os sonhos. Mas o amanhã não chega.
Os sonhos ficam na memória, como lembranças do que nunca foi, até que um dia, se tivermos sorte, seremos senis o bastante para confundir realidade e sonho. E os sonhos serão fortes o suficiente para conversamos com eles.
Ela espera ansiosa o dia em que será velha assim.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Por muitos anos
Por muitos anos
os sonhos atrapalham o sono
o dragão surge flamejante
para desaparecer sob a chuva
O vento empilha as folhas num canto
as flores insistem em nascer no outono
dos meus dias tristes e vazios
varro sete vezes as folhas
e sete vezes elas insistem em cair de novo
e de novo o fogo as transforma em cinzas
do que um dia foram
As cinzas do amor que cai
nos meus olhos antes úmidos
agora ressecam de decadência
e descrença num mundo confuso
e cheio de inverdades
caminhos que levam ao nada
E os tigres retornam tristes às florestas recém desfloradas...
os sonhos atrapalham o sono
o dragão surge flamejante
para desaparecer sob a chuva
O vento empilha as folhas num canto
as flores insistem em nascer no outono
dos meus dias tristes e vazios
varro sete vezes as folhas
e sete vezes elas insistem em cair de novo
e de novo o fogo as transforma em cinzas
do que um dia foram
As cinzas do amor que cai
nos meus olhos antes úmidos
agora ressecam de decadência
e descrença num mundo confuso
e cheio de inverdades
caminhos que levam ao nada
E os tigres retornam tristes às florestas recém desfloradas...
sábado, 17 de abril de 2010
Tardes de abril
: isto que me marca a pele
que toda a ti está entregue
sob o sol das tardes de abril
repletas de luz e ar :
(ar)
dor
de
amor
que toda a ti está entregue
sob o sol das tardes de abril
repletas de luz e ar :
(ar)
dor
de
amor
Assinar:
Postagens (Atom)