terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Não sofra tanto assim...
Nosso amor tão bonito
Não merece esse fim..


sábado, 22 de dezembro de 2012

Conto de não fadas

Era uma vez uma menina loira e de olhos claros cor de mel. Ela mesma se achava linda e sempre que podia tirava fotos com o seu celular e postava em várias redes sociais. Queria ser vista pelos outros. Tanta beleza não podia estar só entre os familiares e os amigos da escola e do trabalho. Era preciso que o mundo a notasse.
Pobre garota loira. Todos sempre se chegavam a ela por sua beleza. Queriam estar próximos dela porque ela era bela. Mas ninguém suportava sua imensa mania de grandeza. A loira era como tudo mundo, contudo se achava uma princesa. Ninguém estava a sua altura. Eram todos inferiores.
Então, as garotas mais feias, de cabelos escuros e olhos comuns e castanhos começaram a se casar e ter filhos. E ter os problemas normais da vida e ser ora felizes ora tristes. As garotas mais feias estavam vivendo.
A loira linda estava apenas observando a vida passar... E se sentia ainda mais feliz porque não tinha varizes, nem celulites e nem estrias. Pois afinal não tinha se casado, nem engordado e nem tido filhos.
A moça loira começou a se sentir excluída das conversas das outras moças, afinal não sabia do que estavam falando as mães, as esposas, as trabalhadoras desse mundo. A lindíssima flutuava sobre o mundo porque não queria se poluir com o que era normal.
Uma vez que essa loira magnífica não pertencia ao mundo, ela não se contentava com ele e nem ele se contentava com ela. Por isso eles se evitavam e ela preferia a solidão de seu quarto.
Um dia por acaso ao se olhar no espelho para mais uma vez escovar sua maravilhosa cabeleira, a moça se achou velha. As rugas haviam invadido a face perfeita e a transformado numa senhora.
Uma senhora que passou pela vida sem nunca tocar no solo ou no coração de outra pessoa.
A loira não suportou tanta vida que não viveu antes de ficar velha.
Ela quebrou o espelho. E com os cacos cortou a bela cabeleira.
E saiu de sua bolha e foi pela primeira vez tomar um sol na praça e gargalhar com os homens que há muito esperavam do lado de fora por ela.

domingo, 9 de dezembro de 2012

poesia do sem fim
sem fim em mim
"sou do poeta a voz" - ela grita
"som do silêncio que em ti habita"

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Pensando ainda na transitoriedade da vida, chego a conclusão de que não se pode adiar a felicidade. Não adianta esperar para ser feliz depois de terminar a faculdade, quando conseguir aquele emprego, ou quando estiver ganhando 10 mil reais por mês. A vida está acontecendo agora. E é no agora que devemos viver. O amanhã nunca se sabe. Pode ser que o amanhã não chegue para alguns de nós, pode ser que ele traga muitas tristezas... Então é hoje o dia. Vamos nos entregar para esse dia especialmente. Vamos ser felizes aqui e agora, porque o amanhã é incerto demais.

domingo, 18 de novembro de 2012

Nada é eterno

Nem o silêncio dura para sempre.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A vida segue seu curso

A vida segue seu curso. Ininterruptamente. É como um rio cujas águas não param por causa dos obstáculos, fazem curvas. Nem as quedas impedem a jornada. Ao contrário, tornam-na mais bonita. São as cachoeiras mais altas as que mais nos encantam. E o fim sempre chega. Não é preciso ver o mar para nele crer. Basta ver as águas que correm naquela direção.
Os rios seguem seu curso. E o destino de todos é o mesmo. O mar na sua beleza infinita, onde todos serão um. Um único e imenso Todo.
Nós também seguimos nosso caminho. E o nosso caminho nos leva a Deus. E em Deus, na sua beleza infinita, todos seremos um.
Nada impede nossa união com o Todo. É para isso que fomos feitos. A vida segue seu curso. 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Frase II

... porque o sol depois da chuva limpa os olhos
e nos arrasta para o silêncio barulhento
das aves

domingo, 16 de outubro de 2011

frase

A noite que sou eu
                             me pesa nos olhos

sábado, 3 de setembro de 2011

...

o que eu posso fazer?
se a vida é um engano
se o certo parece um rumo incerto
se tudo é sempre profundo vazio
se às vezes eu só queria o teu braço
se quase sempre é quase nunca te ter
o que eu posso fazer?