A (dev)oração
furiosa do amor
Penetrou-me
sem dó
a carne
palpitante
do coração
Um vazio profundo, portanto, se estiver procurando algo, pule para o próximo blog.
domingo, 16 de agosto de 2009
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Onde nasce o poema?
Onde nasce o poema?
Onde?
Será que nasce nesses pés
sempre escondidos com medo do pó?
Ou será o poema fruto desses joelhos
marcados por cicatrizes que o brincar deixa?
Será nas coxas que se forma o poema
ou entre elas?
Não será o poema gerado como se gera a vida:
no meio das pernas?
Nessa flor que freme e mela de amor?
É aí que ele nasce?
Ou será o poema descendente do umbigo
que já foi nosso centro?
Ou será que é formado nos seios
sempre oferecidos à boca do ser amado?
Nasce o poema na garganta
como um grito iluminado?
Ou nasce nas costas serpenteando a coluna?
Nas nádegas talvez? Onde nascerá o poema?
Nos ouvidos, nos lábios, nos dentes?
Ou no nariz que espirra doente?
Será que escorre pelos cabelos como gotas de chuva?
Não, não
O poema nasce por detrás dos olhos
Não desses olhos que olham para fora
e veem o dia com sol e céu azul
ou veem a noite com lua e estrelas
O poema nasce quando a vista embaça
E sem outro alento
A gente olha por dentro
Onde?
Será que nasce nesses pés
sempre escondidos com medo do pó?
Ou será o poema fruto desses joelhos
marcados por cicatrizes que o brincar deixa?
Será nas coxas que se forma o poema
ou entre elas?
Não será o poema gerado como se gera a vida:
no meio das pernas?
Nessa flor que freme e mela de amor?
É aí que ele nasce?
Ou será o poema descendente do umbigo
que já foi nosso centro?
Ou será que é formado nos seios
sempre oferecidos à boca do ser amado?
Nasce o poema na garganta
como um grito iluminado?
Ou nasce nas costas serpenteando a coluna?
Nas nádegas talvez? Onde nascerá o poema?
Nos ouvidos, nos lábios, nos dentes?
Ou no nariz que espirra doente?
Será que escorre pelos cabelos como gotas de chuva?
Não, não
O poema nasce por detrás dos olhos
Não desses olhos que olham para fora
e veem o dia com sol e céu azul
ou veem a noite com lua e estrelas
O poema nasce quando a vista embaça
E sem outro alento
A gente olha por dentro
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
... porque sinto saudade
Para Irene
Há muito, muito tempo
ela estava na cama
deitada
Há muito, muito tempo
o olhar dela dizia
nada
Foi há milênios ou foi ontem
que ela morria líquida
desmanchada?
Foi há milênios ou foi ontem
que ela se foi e está
em mim fechada?
Há muito, muito tempo
ela estava na cama
deitada
Há muito, muito tempo
o olhar dela dizia
nada
Foi há milênios ou foi ontem
que ela morria líquida
desmanchada?
Foi há milênios ou foi ontem
que ela se foi e está
em mim fechada?
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Poema meu
Como te quero
deitado insone
ao meu lado
Como te quero
nu em pelo
e desavergonhado
Como te quero
teso e devasso
em mim atravessado
Como te quero
a minha língua
na tua carne sonora
Como te quero
escorrendo de mim
e por mim até a aurora
deitado insone
ao meu lado
Como te quero
nu em pelo
e desavergonhado
Como te quero
teso e devasso
em mim atravessado
Como te quero
a minha língua
na tua carne sonora
Como te quero
escorrendo de mim
e por mim até a aurora
domingo, 9 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Sobre o amor III
- Isso dói!
- Humm? Que foi?
- Seu amor está doendo dentro de mim.
- Ah! É assim mesmo...
- Vai doer sempre?
- Não.
- E por que está doendo agora?
- Porque ele existe.
- ...
- Compreende?
- ...
- Se não existisse não doeria.
- ...
- Humm? Que foi?
- Seu amor está doendo dentro de mim.
- Ah! É assim mesmo...
- Vai doer sempre?
- Não.
- E por que está doendo agora?
- Porque ele existe.
- ...
- Compreende?
- ...
- Se não existisse não doeria.
- ...
terça-feira, 4 de agosto de 2009
sábado, 1 de agosto de 2009
Tarde
Tarde luminosa
As flores florescem
Pétalas mudas
Lentas se abrem
Tarde vagarosa
As horas não passam
Relógios surdos
Ponteiros desandam
Tarde luminosa
Flores delicadas
Horas impuras
Fluem lentamente
Tarde vagarosa
Por que envelhecem
as horas nuas
por corações distantes?
Tarde luminosa
Por que murcham
as flores nuas
por corações distantes?
As flores florescem
Pétalas mudas
Lentas se abrem
Tarde vagarosa
As horas não passam
Relógios surdos
Ponteiros desandam
Tarde luminosa
Flores delicadas
Horas impuras
Fluem lentamente
Tarde vagarosa
Por que envelhecem
as horas nuas
por corações distantes?
Tarde luminosa
Por que murcham
as flores nuas
por corações distantes?
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